quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

A Natureza da Realidade

A relevância e a excelência e a essência
Do que falo é que eu falo o que penso
Se pudesse ou quando puder ler
Na língua do Lácio você vai também ter certeza
Que os maiores poetas deles se chamaram
Virgílio e Lucrécio;

Foi no talento gigantesco desses caras
Que o pensamento ocidental degringolou?
Acho que não. Em outros contextos
O mesmo burburinho materialistinha escalou
E fez barulho até ficar tudo confuso;

Aquilo que a teoria da informação chama
De ruído é o que trouxe o imenso poeta latino:
O fator que inviabiliza ou quase impede
A transmissão da informação
Que pode ser um som ou o sentido
Deturpando a plena compreensão;

O poema de Lucrécio tem por título
De Rerum Natura, que se lê em vernáculo
Sobre a Natureza das Coisas;
É claro que o fato do nome deste livro
Que aqui escrevo ter vindo daquele
Não é mero acaso ou simples homenagem;

Pois meu impulso poético se gera
No pulo do fato que é o vetor do ato
Onde e quando a potência que quer ser vontade
Se encontra a si mesma e faz a realidade plural
Porque o real é uma infinidade em floração de eventos
E versos e versões
Vibrantes

quinta-feira, 11 de dezembro de 2025

Tur bilhar

Se você assiste De brug A ponte de Joris Evens
E tá com uma overdose de gosto de café na boca
E com meia garrafa de vinho sobre o armário do quartinho
E mil folhas aos milhares doces pra comer
Que quer dizer livros e ler
E uns pacotes de folhagens
E um aroma de tabaco pelo ar
E um impulso de ciclone a turbilhonar
Pra fazer escrever poetar sonhar falar pensar e ler
Sem parar então
Você é eu

Série ponto e ação

:

sem querer e ao mesmo tempo querendo
fazer um exercício do pensamento falamos
quando escrevemos dois pontos que os mesmos
nem representam mas sim apresentam isto é
atualizam
uma compreensão que é sim intelectual
e também física

;

quanto ao ponto e vírgula aí seria possível escrever tratados
ou melhor sendo mais correto e coerente eles foram serão
e estão sendo escritos os zilhões de tratados filosóficos
e obras e várias vertentes inclusive poéticas romances
crônicas historiografia antropologia psicanálise óperas
pra serem encenadas no you tube com lindos cenários
e cantores criados pela imaginação da mente do ente
ou da entidade ou dos algoritmos e outros ritmos
intensos e relaxados ou não ou sendo assim
o ponto e vírgula vira uma mania nacional
que na verdade é planetária
mas envolve também
as outras terras
pra além da muralha de gelo da antártica
e das borbulhas das cervejas e vinhos
que você bebe pra visitar nossos amigos
e seus lindos cenários imagéticos
isso se você for um dos que gostam de beber
ou então ficar paranoiando esquizofrenias na net
ou escrevendo poesia
isso parece coisas na verdade no entanto
poesia ópera psi história net garrafas poderosas de bebidas
etc
são apenas portas pra você poder vivenciar em si e em volta
os desdobramentos que tendem ao infinito
do ponto e vírgula
...

no caso específico dos três pontos
esses mostram bem a natureza humana
nos seus caracteres anfíbio
e ainda transversal dos
gêneros e filos
E reinos
e delírios

?

desde muito criança eu faço poesia e ficava pensando como seria
com os discos os filmes os programas de tv as canções e os livros
quando fôssemos total/mente telepathas porque aí o que sonhássemos
ou pensássemos ou inventássemos ou quiséssemos criar iria ser
na mesma hora presente na mente das pessoas e que adiantaria então
registrar nos livros e papiros etc? você se lembra do mythos de Theuth
conforme nos conta o filósofo no seu poliálogo Φαῖδρος Phedro
agora tem uns caras aí inclusive alguns que não interplanetários
ou dimensionais ou das terras além das muralha de gelo do pólo sul
ou então oceânicos abissais como eu também já sabia naquela época
porque via e ouvia isto é assistia essas peripécias ontológicas e lantérnicas
ou térmicas nos capítulos do seriado de tv do National Kid e ainda
ficava observando os caracteres chineses inclusos nos alfabetos
hiragana katagana os kanjis japoneses e pensava com meus botões
isso você sabe
então estão a falar que no ano que vem e no próximo a nossa própria criação
será (re)integrada numa suposta federação galática ou intercósmica
e sendo assim a minha pergunta que fiz quando criança
ao invés de se responder com o tempo virou um zilhão
de pontos de interrogação
como a chuva da energia do Cosmos sobre nosso templo
e nossa plantação

!

quanto ao ponto de exclamação
o simples rótulo que ele tem em português
o idioma que é corpo mente alma espírito e coração
portanto a verdadeira língua que revela o ser
isto é o mostra mestra e o protege com mais véus ainda
é o brasileiro
você sabe isso melhor do que eu
não seria o alemão
ou outro falar bárbaro
tá bom os falares estrangeiros também têm o seu valor falar
é uma prática alienígera
veja no grego, esta palavra que inventei
não escrevi errado, alienígera é aquele
que gera o novo o insabido o desconhecido
o qual des e revelado o café revém recém colhido
moído torrado coado e servido
com estévia e creme
cuja xícara é a mente
que a serve o bule do presente
pela mão da força viva
isto é
o ponto de mutação
que a gente expressa melhor dizendo assim
ponto de ex/clam/ação

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

E pluribus unum En to pan

Não ousaria dizer que a gente realmente entende
Muito menos ainda que não compreendemos nada
A dupla negação aqui é sim uma verdadeira afirmação
Porém num outro duplo que está em nós e naquilo inteiro
Que por uma questão verbal nós denominamos mundo

Por isso estudo com afinco e respeito da melhor maneira
Possível e com seriedade e tenacidade e com rigor profundo

Filosofia
Mitologia
Ciência
Arte
Técnica

E tudo que se nos oferece com prodigalidade neste nosso
Viveiro ou humaneiro ou planeta ou matrice ou como quer
Que a pessoa queira chamar

Eu chamo pela chama
E quando os momentos
Revelam seus duplos
Os quais olhando daqui
Parece que se ampliam ao infinito

Eu sinto que o que eu sinto
E o que capto e o que penso
Pode ser sim um imenso
Ou fractal fragmento
Mas, vamos explicar
Clara/mente:

1) É real
2) É o ser
3) É atual
4) É virtual
5) É a Criação e o Criador
E o ser que é criado
Que é o próprio ser

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Dia Internacional da Oliveira

A poesia vibra na vida pujante das pedras
Os minerais nossos pais ou avós sabem de nós
E muito mais e mais
Hoje eu quero homenagear os vegetais
E principalmente ficar feliz com a Oliveira
Hoje é o dia mundial da Oliveira
E eu sinto orgulho te ter esse nome em minha árvore
Genealógica o sobrenome da minha mãe
Eu que sou Junior e trago o sobrenome de meu pai
Eu sou também Carlos Oliveira
Essa árvore que abençoa e ilumina minha pessoa
E a humanidade inteira

terça-feira, 25 de novembro de 2025

Curriculum Animae

Eu sou formado em Filosofia e Letras Português e Grego
Especializado em História da Filosofia Moderna e Contemporânea
Mestre em Letras Vernáculas Literatura Brasileira
Doutor em Ciência da Literatura Teoria Literária
Com Pós-doutorado em Estudos Culturais
Mas falo com toda a humildade:
(Cultivo a humildade do guerreiro
Não ser melhor do que ninguém
Nem ser pior do que ninguém
Da qual nos fala Don Juan
Através de Carlos Castaneda
Qualquer que tenha sido o nome pelo qual eram conhecidos
Entre os amigos mais íntimos
E todavia
Eles são realmente meus amigos)
O que eu falo com humildade é:
Não sei o que ou quem é o super-homem
Conceito que Nietzsche criou e chamou Übermensch
Que foi lido de maneira enlouquecida pelos nazistas
E com a pegada pop das revistinhas americanas
E que muita gente comenta na minha opinião com modo sem sentido
Ou com um significado meio ou muito falido
E que inspirou gente do calibre de Gilles Deleuze e Félix Guattari
A pensar que o super-homem é a nova forma que nasce
Quando o homem pratica em si mesmo o devir
Numa abertura prà máquina selvagem
Que inclui as pedras as plantas os animais
As tecnologias mais e mais e mais
Barroca ou infinita/mente sem parar
Numa espiral dupla (espiral é aberta na longitudinal
Ela sempre volta mais ampla na mesma região)
E até devir molecular atômico quântico
Esse é o ser humano
Desde os tempos até que próximos da Atlântida
E ainda muito muito muito antes
E aí você pode delirar
Ou ser racional
(Via-Láctea Sagitário Andrômeda)...
Porque nos dois casos
É mais
E esse é o significado da dupla na espiral
Como no Caduceu de Mercúrio
Que você nomeia Thot
E eu chamo Hermes

domingo, 23 de novembro de 2025

Aurum

Aquila non parit columbam
Nec columba aquilam parit
Hoc est miraculum naturae
Entia ex mundo nascuntur
Et oritur mundus ex entibus 
Et intra esse mundi
Est potentia immanens
Quae creat, transmutat et transcens

A águia não dá à luz uma pomba
Nem a pomba pare a águia
Essa é a maravilha da natureza
Que os seres nasçam do mundo
E o mundo surja dos seres
E que dentro do ser do mundo
Esteja o poder imanente
Que cria, transmuta e transcende

sábado, 1 de novembro de 2025

n! (fatorial)

O gesto e a palavra[1] mostra isso muito bem,
Mas precisamos compor com o arqueólogo
Que é seu autor André Leroi-Gouhan
(E mesmo eu me sabendo um pensador
Pré-socrático, assim como intuiu e afirmou
Jorge Mautner, na apresentação do livro
Larápio onde escreveu: “Este poeta é profeta
E pensador pré-socrático do Brasil universal
Do século XXI”[2]), e fazer a composição
Alquímica das suas teses com a compreensão
De que o tempo linear é uma ilusão
(Ou, em termos kantianos, a retilínea
Sucessão de fenômenos é uma estrutura
Da razão humana, que, junto com o a priori
Do espaço, formatam a percepção e a compreensão
Humana, tornando possível a interface
Entre o que pensamos e falamos (o logos, a palavra)
E nossas ações e realizações (os gestos);
E mais, o tempo existe para além das suas máscaras:
α) O tempo do transcurso dos fenômenos físicos,
Que é o número do movimento, como o afirmam
Aristóteles e os aristotélicos; ou ainda
β) O tempo como percepção subjetiva dos eventos
Que inclui a percepção as sensações os sentimentos
Os pensamentos os sonhos e o inconsciente e
γ) O tempo intempestivo, o que não é um paradoxo
Nem ambíguo, mas é o tempo puro, aquele carregado
Com a potência máxima do próprio tempo
Em cada instante e na própria eternidade
Amalgamados, a essência das essências)
E ao mesmo tempo é que nós temos
De mais real;
Sendo o tempo esse infinito complexo de eventos
(De diferenças em sua essência e sutis repetições,
Onde a repetição produz a diferença
E a diferença reproduz repetições)
Sendo o tempo, como eu estava falando,
Esse elemento do ser que retorna e evolui
Dentro do próprio ser que o produz,
O gesto (campo de ação) e a palavra
(Campo simbólico e social)
Do homem que os obtusos chamam “primitivo”
Está aqui, em cada homem atual
Bem como em cada ser vivo, pois o que é real
É um fatorial, isto é, o produto
(No sentido de multiplicação)
Daqueles que o antecedem, é a combinatória
Recriada
Dos seus mundos e seus tempos e retornos


[1] LEROI-GOURHAN, André. Le geste et la parole. Volume 1: tecnique et langage. Volume 2: la memoire et les ruthmes. Paris: Albin Michel, 1964, 1965.
[2] MAUTNER, Jorge. Prefácio, in MORAIS JUNIOR, Luis Carlos de. Larápio. Rio de Janeiro: Litteris, 2004, p. 6.

quinta-feira, 30 de outubro de 2025

O homem e os elementos

Penso que o certo é sermos gratos
Aos nossos antepassados sendo assim
Palavras como paleolítico ou primitivo
Não fazem sentido
O que nos faz fortes e alimenta
Vem de uma linhagem multimilenar
O homem fez cruzamentos
Dos animais selvagens
Até chegar aos domesticados
De pequenas sementes naturais
Por seleção e polinização
Nós criamos o milho o arroz
O trigo e muitos outros cereais
Como alguém pode ignorar
A perícia da tecnologia alimentar
Dos povos autóctones da América
Que pegaram uma raiz venenosa
Que é o aipim mas aprenderam
Como neutralizar as toxinas
E a tornaram um importante
Elemento alimentar

quarta-feira, 29 de outubro de 2025

A alegria do silício

No planeta Terra já foram encontrados seres vivos
Constituídos à base de silício 
Como certas esponjas e alguns microorganismos
Isso sem falar da biotecnologia alienígena dos fungos 
E da soberania tranquila e consciente dos cristais 
Então eu gosto muito do meu amigo Gilles
Meu professor de Filosofia através dos tempos e espaços
E dos livros 
E quase tudo que ele fala eu modifico
E assino feliz
Só não concordo mesmo entre as suas teorias
Infinitesimais plus geniais
Com a idéia da "vingança do silício"
Pois esse cara é bem cooperativo

sexta-feira, 10 de outubro de 2025

Rascunhos

Rascunho é uma palavra da língua brasileira
Que veio do espanhol através do português
Original/mente vem do verbo castelhano rascar
Que significa arranhar é uma concepção das artes
Plásticas ou então da ecdótica antiga da arte e do ofício
De escrever e raspar pra corrigir e reescrever em cima
E aproveitar o suporte, que muito antigamente era papiro
Ou pergaminho; daí vem a ideia também de palimpsesto
Que é um texto escrito num suporte sobre outros textos
Que foram raspados e que atualmente existem técnicas
Pra ler esses textos; assim podemos conhecer coisas muito importantes
Pra compreender melhor a cultura daquele povo, e o texto novo
Que tinha sido escrito antes, que era anterior ao texto que ficou,
Com isso multiplicando os conhecimentos que podemos acessar
Do pensamento e das práticas do povo de lá e de cá;
Isso também se torna uma metáfora sobre o texto mesmo
O texto texto qualquer texto pode ser o literário
Mas pode ser o texto que você quiser: ele é sempre
Ou pode ser, um múltiplo multiplicador do comum
Dos sentidos que ali podem florescer;

Em inglês rascunho se fala draft e vem do ancient english
Isto é o inglês antigo no qual temos a palavra dragan
Que significa puxar ou arrastar; veja bem, na península
Ibérica, a ideia de rascunho veio da imagem de raspar,
Na ilha ao lado o conceito forjado saiu dos étimos
Dragan, drawo, draggo, dos quais vieram no inglês médio
As formas draht e draught que querem dizer
Aquilo que é puxado, ou um desenho;

Duas concepções tão antípodas, tão próximas na geografia,
O rascunho é o que é raspado e outra coisa se faz
No seu lugar e
A pena o pincel o lápis a caneta e o cursor
Que sendo arrastados sobre o suporte protetor
Do papiro do papel da tela
Ou seja do que for, ao ser empurrados produzem
A nova produção

Uma faz a multiplicação;
A outra puxa pela adição;

segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Âmago

Sentado à mesa se colocou na linha da minha visão
Uma mosquinha-da-fruta um inseto bem pequeno
Eu fiquei olhando e é como se o tempo estivesse mais lento
E eu senti a certeza da presença do momento daquela
Mosca minúscula senti que me olhava e eu também a percebi
E tudo em volta trazia um gosto de eterno ou de estar fora do tempo
Ou num tempo mágico, o mosquito-da-fruta estava ali
E quantidade incontável de seres também, até mesmo
Porque a linha do tempo é bem mais completa e complexa
E plural do que uma simples linha, isto é, no ponto tem-se
A linha, na linha a figura, na figura o sólido, num sólido
O hipersólido, por exemplo, no cubo o tesseract;
Carlos teve uma experiência sob a guia de Don Juan
Do estado alterado de consciência, mais propria/mente
Em segunda atenção, na qual ele viu um gigantesco alado
Guardião do outro mundo, que aliás é este mundo aqui
Mesmo, e que ele teve que desafiar e enfrentar, que ele
Teria um dia que ultrapassar, para transpassar a primeira
Atenção, e com o qual teve uma luta tremenda, e que se mostrou
Na consciência normal, como um simples mosquito;
Eu senti algo fractal do mesmo gênero infinito
Ao olhar casual/mente a mosca da fruta:
Pensei que espinosistamente podemos afirmar
Que o primeiro gênero de conhecimento é o vulgar,
Aquele que se chama de senso comum, a mentalidade
Do homem comum; o segundo é quando usamos a razão
E podemos ultrapassar as opiniões pré-concebidas
E as certezas engessadas, enlatadas, engarrafadas;
O terceiro é quando o ser humano consegue intuir
Direta/mente a essêncio do universo isto é o ser
Isto é a realidade de Deus;
Pensei também que existe o cara comum, que pareço ser,
E existe o iluminado, que levanta multidões numa onda
Transistórica e metatemporal, não vou dar exemplos de nomes
E biografias, porque esta simples poesia ficaria maior ainda
Se os desse; ainda temos os caras que são tipo um cara comum,
Mas que sentem a mesma atração que o aço sente pelo ímã
Gigante que está ao seu lado, quando ouvem música ou leem poesia
Ou ficam sabendo dos mitos que aliás de mitos não têm nada
E quando tenta entender qualquer coisa que seja e aí percebem
Que essa coisa é infinita em várias dimensões de vários
Modos e ele embarca nesses modos, sem ser um iliminado
Nem um gênio, mesmo assim ele viaja de carona da força
Do magnetismo que emana o ser humano e o irmana
Ao mundo e ao segundo e aos outros mundos, o qual é
Acima citado, esse poeta viajante navegante voador
Pode ser qualquer um, quando sente no âmago
De si mesmo a força criadora e divina do amor

domingo, 5 de outubro de 2025

Vital/virtual

Assim como é natural
Correr pelos campos
Dos sonhos
Bem como pelos
Do real

Um beijo
Com o qual se sonha
Dormindo
Deitado
Na cama
É um gesto
Com desejo
E com carinho
Integral

Da mesma maneira
Que o leite
Dá calor e amor
Prà criança
O café com leite
Da gente
Habita
O sonhardespertar

A natureza é plural
Abrange o que se sente
Experimenta e nomeia
Como real
Assim como a quantidade
Dos outros reais que habitamos
E que estão além dos sonhos
E do que pensamos
E somos

Escolha

Meu ombro
Ou minha sombra
Meu ouvido
Ou meu sentir
Meus conselhos 
Ou meus beijos 
Você pode contar 
Com este cara simples 
Cheio de intenções 
Das boas
E desejos 

Sobremaneira

Você é linda
Somente estas palavras
Eu trago aqui comigo 
Pra falar pra você 
Desde quando eu te vi
Pela primeira vez
No exato instante inicial 
Elas vieram aos meus lábios 
Mas eu não te falei 
O tempo foi rolando 
Pra frente e pra trás
Em várias fases
E muitas outras frases 
Foram nascendo em mim
E se escondendo 
Em nós 
Mas a coisa mais simples 
É a mais verdadeira 
Porque essa beleza
Que eu vi e vejo em você 
Ela é inteira
Me encanta sobre a maneira e
Todo mundo vê